A maioria dos jovens australianos continua a usar as redes sociais, apesar das restrições

A maioria dos jovens australianos continua a usar as redes sociais, apesar das restrições

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Problemas na implementação da proibição de acesso às redes sociais para crianças menores de 16 anos

*Uma pesquisa mostrou que a maioria dos meninos e meninas ainda usa as plataformas, apesar da nova lei.*

O que diz o estudo
- Amostra: mais de 1 000 crianças e adolescentes australianos.

- Idade dos participantes: 12‑15 anos (apenas aqueles que já tinham contas antes da entrada em vigor da lei).

- Conclusão principal: cerca de 61 % dos adolescentes mantiveram acesso a uma ou mais redes sociais após a introdução da proibição.

As plataformas não conseguiram limitar efetivamente sua presença.

O que exige a nova lei
- Grandes redes devem tomar “medidas razoáveis” – verificação de idade, identificação de identidade, reconhecimento facial.

- Em caso de descumprimento, multa de até 26 milhões de libras esterlinas.

Como as crianças contornam as restrições
Plataforma% das crianças que não sentiram bloqueios% usando identidade falsaYouTube60 % (aprox.)—Snapchat60 %—Instagram60 %—TikTok53 %—
- 53 % dos usuários do TikTok, 53 % no YouTube e Facebook, 52 % no Instagram e 47 % no Snapchat conseguiram continuar usando os serviços após a proibição em dezembro de 2025.

- A maioria dos adolescentes não enfrentou tentativas de bloqueio – as plataformas simplesmente não foram reconhecidas e não removeram suas contas.

Avaliação da eficácia
A organização beneficente Molly Rose Foundation (que conduziu o estudo) afirmou que os resultados “geram sérias dúvidas” sobre a utilidade da proibição.

- A organização observa que a lei cria nos pais uma “falsa sensação de segurança”, enquanto as empresas tecnológicas assumem menos responsabilidade.

Primeiras indicações de mudança
- 50 % das crianças que antes usavam redes sociais proibidas relataram redução do tempo online.

- 37 % acreditam que sua atividade não mudou.

- Aproximadamente metade daqueles que perderam acesso a todos os aplicativos notou impacto positivo em:

- saúde mental e bem‑estar geral,

- desempenho escolar,

- qualidade do sono.

Assim, embora a lei obrigue as redes sociais a tomar medidas para limitar o acesso de crianças menores de 16 anos, a conformidade real foi fraca. No entanto, alguns jovens já percebem uma redução no tempo gasto na rede e relatam melhorias em suas vidas pessoais.

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