A China desenvolveu os melhores eletrodos do mundo para implantes cerebrais — eles não danificam o cérebro, ao contrário da Neuralink.

A China desenvolveu os melhores eletrodos do mundo para implantes cerebrais — eles não danificam o cérebro, ao contrário da Neuralink.

7 hardware

Cientistas chineses do Instituto de Pesquisas Cerebrais de Pequim criaram um novo tipo de microelectrodos flexíveis e extensíveis, destinados a interfaces cérebro-computador (BCI) implantados cirurgicamente.

O que mudou
- Problema da tecnologia antiga

Os eletrodos flexíveis tradicionais frequentemente deslocam-se ou são puxados do cérebro durante seus movimentos naturais. Isso leva à perda de sinal e ao dano tecidual.

- Nova abordagem

Os novos eletrodos têm estrutura espiral, permitindo que se “dobrem” suavemente e torçam sob a influência das pulsações cerebrais. Eles permanecem na superfície cerebral com fixação elástica, mas se movem facilmente junto com o tecido.

Detalhes técnicos
Indicador Eletrodos lineares (Neuralink) Novos eletrodos espirais Força de tração 4 mN 47 µN Efeito do movimento cerebral Risco de lesão e inflamação Deslocamento leve, depois retorno ao lugar

A diferença na força de tração é mais de dois ordens. Isso significa que, com movimentos normais da cabeça, os eletrodos lineares podem se soltar do tecido, enquanto os espirais “deslizam” junto com os neurônios e permanecem firmemente fixados.

Experimentos
- Exemplo em primatas

Um implante de 1024 canais com os novos eletrodos funcionou com segurança por um longo período.

- Comparação com Neuralink

Após os primeiros testes clínicos, os eletrodos lineares da Neuralink saíam de seu lugar já nas primeiras horas em 85 % dos pacientes, sendo puxados do cérebro durante o movimento da cabeça.

O que isso significa para a medicina
Os novos eletrodos espirais extensíveis abrem caminho para interfaces neurais cirurgicamente implantadas mais seguras e duradouras. Eles podem ser usados na prática clínica para ajudar pessoas com paralisia, AVC e outras disfunções neurológicas.

Na China, o desenvolvimento de tecnologias semelhantes está incluído nos planos da 15ª década, destacando sua importância estratégica para o futuro da medicina.

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