A Boeing treinou satélites para traduzir telemetria em uma linguagem compreensível pelos humanos, permitindo que qualquer pessoa a entenda.

A Boeing treinou satélites para traduzir telemetria em uma linguagem compreensível pelos humanos, permitindo que qualquer pessoa a entenda.

9 hardware

Nova tecnologia LLM para análise autônoma de telemetria no espaço

Durante os primeiros lançamentos da nave espacial Boeing Starliner surgiram problemas relacionados a erros no código-fonte e interpretação incorreta dos dados de telemetria. Se esses dados tivessem sido transmitidos à equipe de lançamento em linguagem humana compreensível, o desfecho poderia ter sido diferente. Por isso, a empresa desenvolveu um pequeno modelo de linguagem (LLM) capaz de operar em computadores de baixa potência de satélites e converter sinais brutos em relatórios acessíveis.

Dificuldades com plataformas comerciais
No início do projeto, os engenheiros duvidavam se as plataformas de satélite comerciais padrão poderiam lidar com grandes modelos de linguagem. No espaço, o que importa não é a potência do processador, mas a resistência à radiação, operação estável sem superaquecimento e consumo mínimo de energia.

Testes e adaptação
Durante os testes laboratoriais em terra, a equipe Boeing Space Mission Systems adaptou com sucesso o LLM ao equipamento que atende aos requisitos espaciais. O modelo agora analisa a telemetria do satélite e gera relatórios sobre o estado dos sistemas em linguagem natural em vez de processar dados brutos tradicionalmente.

> “O fabricante de equipamentos inicialmente afirmou que era impossível devido às restrições rígidas, mas encontramos uma maneira de implementar a ideia”, disse o diretor do AI Lab, Arvel Chapell III.

Vantagens
1. Redução de latência – os dados são processados imediatamente a bordo, em vez de serem enviados à Terra para análise posterior.

2. Maior autonomia – operadores podem fazer perguntas ao satélite e receber respostas compreensíveis quase em modo diálogo.

3. Segurança – o modelo está vinculado aos parâmetros físicos de operação dos sistemas, reduzindo o risco de “alucinações” e aumentando a confiabilidade das operações críticas.

Possibilidade de atualizar grupos existentes
Como a tecnologia funciona em hardware padrão, pode ser implementada em satélites já implantados por meio de software. Isso significa que a atualização das capacidades da maioria dos sistemas espaciais pode ser concluída em alguns meses, em vez de anos, como seria necessário com uma substituição completa da plataforma.

Assim, o novo LLM abre caminho para um gerenciamento mais eficiente e autônomo de satélites, aumentando sua confiabilidade e reduzindo os custos de manutenção.

Comentários (0)

Compartilhe sua opinião — por favor, seja educado e mantenha-se no tema.

Ainda não há comentários. Deixe um comentário e compartilhe sua opinião!

Para deixar um comentário, faça login.

Faça login para comentar