O Google vai financiar provedores de nuvem que utilizam seus aceleradores.
O Google tenta levar seus aceleradores de IA a um novo patamar
A OpenAI está promovendo ativamente seu modelo “circular” de colaboração, o que aparentemente não passou despercebido pelo Google. Em resposta, a empresa decidiu usar recursos financeiros para atrair novos clientes à compra de seus próprios aceleradores de inteligência artificial (IA). Os concorrentes veem essa iniciativa com ceticismo, e a escassez de componentes complica a implementação do plano.
O que se sabe
A publicação *The Wall Street Journal* relata as intenções do Google de estimular a demanda por chips de sua própria fabricação. Os maiores provedores de nuvem usam principalmente aceleradores Nvidia, então o lançamento dos processadores neurais TPU (Tensor Processing Unit) do Google enfrenta dificuldades. Para mudar essa situação, a empresa decide trabalhar com novos players do mercado de nuvem – “neocloud” providers – e incentivar suas compras de aceleradores próprios por meio de participação financeira.
- Investimento na Fluidstack
De acordo com uma fonte, o Google está negociando um investimento de US$ 100 milhões no capital da startup Fluidstack. A transação, avaliada em US$ 7,5 milhões, prevê que a Fluidstack utilize a infraestrutura GPU e TPU do Google.
- Apoio a antigos projetos de mineração
Também foi informado que o Google planeja financiar vários projetos que antes se dedicavam ao mineração de criptomoedas, agora reorientados para criar centros de processamento de dados (CDP).
- Independência estrutural da divisão TPU
Dentro da empresa está sendo discutida a ideia de dar mais autonomia à unidade que desenvolve os TPU. Isso permitiria atrair capital externo para a criação de chips. No entanto, ainda não há declarações oficiais sobre isso.
Status atual dos TPU
Desde 2018 o Google oferece aos clientes de nuvem acesso a capacidades computacionais baseadas em TPU. Contudo, grande parte da infraestrutura do Google ainda depende de aceleradores Nvidia. Segundo alguns dados, a empresa já vende seus TPU para terceiros que constroem suas próprias capacidades computacionais.
O líder de desenvolvimento dos TPU – Amin Vahdat – recebeu recentemente uma promoção ao cargo de Chief Technology Officer de Infraestrutura de IA e agora reporta diretamente ao CEO Sundar Pichai.
Limitações de crescimento
A principal barreira para a expansão do negócio de TPU continua sendo a falta de capacidade de produção na TSMC, que prioriza pedidos da concorrente Nvidia. Além disso, a escassez de memória RAM atrasa o crescimento da infraestrutura baseada em TPU.
Apesar disso, grandes empresas demonstram interesse nos aceleradores do Google. Entre os clientes potenciais estão Meta Platforms e Anthropic. No entanto, a Amazon (AWS) vê o Google apenas como um concorrente e não tem pressa em migrar para TPU, pois está desenvolvendo seus próprios processadores Graviton. O mesmo vale para a Microsoft com seu serviço de nuvem Azure.
Assim, o Google está tomando várias medidas financeiras e organizacionais para elevar seus aceleradores de IA a um nível mais competitivo no segmento de nuvem que cresce rapidamente.
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