O Google processou a SerpApi por parsing — e respondeu que a própria empresa é considerada o “primeiro web scraper mundial”.

O Google processou a SerpApi por parsing — e respondeu que a própria empresa é considerada o “primeiro web scraper mundial”.

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Em dezembro do ano passado, o Google entrou com uma ação contra a empresa SerpApi, acusando-a de violar direitos autorais e de usar métodos “enganadores” para coletar resultados de busca.
Acusações
1) Violação da Lei de Direitos Autorais (Copyright Act).
2) Coleta em larga escala dos resultados do motor de busca.
3) Circunstância do mecanismo de proteção SearchGuard, criado pelo Google para impedir o parsing automatizado.

O que a SerpApi faz e como ela responde
1. Modelo de negócio
- A SerpApi coleta dados de páginas web públicas, processa-os e os disponibiliza aos clientes em um formato conveniente.
- A empresa afirma que isso é semelhante ao que o Google faz com a internet mundial, apenas em menor escala.

2. Direitos autorais
- A SerpApi contesta o direito do Google sobre direitos autorais dos resultados de busca: “o Google não reivindicou propriedade” e os dados coletados estão disponíveis publicamente, portanto não são protegidos por leis de copyright.

3. SearchGuard
- Segundo a SerpApi, o SearchGuard tem como objetivo exclusivo proteger os interesses comerciais do Google, não conteúdo licenciado. Portanto, contornar esse mecanismo não pode ser considerado violação de direitos autorais.

Situação atual
A SerpApi solicitou o indeferimento da ação, alegando que o Google é “o maior scraper web do planeta” e faz a mesma coisa, apenas em escala maior. Enquanto o tribunal analisa os argumentos das duas partes, a questão de quem realmente tem direito de controlar os resultados da busca permanece aberta.

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