A Pacific Fusion conduziu testes de um protótipo de dispositivo termonuclear econômico que utiliza compressão por condensador de combustível para ignição inercial.

A Pacific Fusion conduziu testes de um protótipo de dispositivo termonuclear econômico que utiliza compressão por condensador de combustível para ignição inercial.

22 hardware

Pacific Fusion demonstra uma nova abordagem para a compressão termonuclear

A startup americana Pacific Fusion anunciou os resultados de um teste de um protótipo reduzido do módulo de energia por impulso, projetado para uma futura instalação termonuclear. O dispositivo, do tamanho de um contêiner de carga comum, gerou cerca de 440 GW de potência máxima em 80 ns com uma tensão de aproximadamente 1,1 MV. A característica chave do experimento foi o uso de um conjunto de capacitores para iniciar a reação em vez de lasers caros.

Como funciona a tecnologia
Pacific Fusion aplica o princípio da *compressão inercial* do combustível: ao redor de uma pequena pastilha de combustível é criado um campo eletromagnético superforte que provoca um aumento brusco na pressão e temperatura. Como resultado, núcleos leves dentro da cápsula se combinam em mais pesados, liberando enorme energia. Isso potencialmente representa uma fonte limpa de energia com quase um estoque infinito de combustível.

Até hoje, o único projeto que demonstrou saída positiva de energia com compressão inercial é o National Ignition Facility (NIF) – um complexo americano com quase 200 lasers potentes focando em uma cápsula minúscula de combustível. No entanto, considerando toda a energia necessária para operar o complexo, sua eficiência energética é apenas dezenas ou centésimos de por cento, e seu custo permanece muito alto para aplicação comercial.

Abordagem capacitiva da Pacific Fusion
A ideia principal da empresa é comprimir o combustível usando a ativação síncrona de potentes capacitores. Se 100 ns forem ligados com um desvio máximo de 2 ns, a descarga cria o campo necessário e inicia a reação termonuclear. O protótipo reduzido executou com sucesso esse esquema, mas sem combustível real.

Segundo a startup, o experimento foi tão bem-sucedido que a empresa atraiu mais de US$ 1 bilhão em investimentos para o desenvolvimento futuro da tecnologia.

Planos futuros
No verão, a Pacific Fusion planeja iniciar a construção de um demonstrador completo. O local já foi escolhido. A nova instalação deve mostrar a possibilidade de iniciar os blocos de capacitores sincronamente, que na presença de combustível poderão iniciar uma reação com saída energética positiva – ou seja, gerar mais energia do que o gasto no início.

Embora a criação de uma usina termonuclear comercial baseada nesse princípio possa levar décadas, confirmar a viabilidade da própria abordagem já agora exigirá recursos significativos.

Comentários (0)

Compartilhe sua opinião — por favor, seja educado e mantenha-se no tema.

Ainda não há comentários. Deixe um comentário e compartilhe sua opinião!

Para deixar um comentário, faça login.

Faça login para comentar