Um ferry totalmente elétrico com asas subaquáticas batou o recorde, percorrendo 300 km em três dias
Novo recorde mundial para ferries elétricos
A empresa sueca Candela estabeleceu um recorde na classe de embarcações totalmente elétricas com asas subaquáticas: o P‑12 percorreu sem desvios 160 milhas náuticas (296 km) de Gotemburgo a Oslo em três dias. A rota incluiu várias paradas para recarga, mas não exigiu troca de baterias – a embarcação carregava diretamente no cais.
O que é o P‑12 e por que isso importa
* Primeiro ferry elétrico em série com asas subaquáticas do mundo.
* A produção começou em 2023, já atraindo pedidos significativos: oito embarcações para o projeto Neom na Arábia Saudita e planos de operação em lagos dos EUA (por exemplo, Tahoe).
* Ao contrário de projetos maiores, como o Baronen na Noruega, onde as baterias são trocadas após cada viagem de 10 milhas (18,5 km), o P‑12 usa baterias embutidas que podem ser simplesmente recarregadas no cais. Isso torna a operação muito mais conveniente.
Como funciona a recarga
* Durante a viagem, a embarcação conectava-se à infraestrutura existente nos portos.
* Se não havia equipamento adequado, eram usadas estações móveis transportadas por reboques.
* Segundo o fabricante, apenas cerca de €220 em energia foram consumidos nesta rota.
Especificações técnicas
Indicador | Valor
---|---
Velocidade de cruzeiro | 25 nós (≈46 km/h)
Velocidade máxima em testes | 30 nós
Autonomia por carga a velocidade de cruzeiro | cerca de 40 milhas náuticas (≈74 km)
Capacidade | 30 passageiros + tripulação
Por que as asas subaquáticas são importantes
* As asas levantam o casco acima da água quando o ferry navega a 16 nós.
* Isso reduz a resistência à água e economiza até 80 % de energia em comparação com embarcações tradicionais.
O que vem depois?
O voo recorde do P‑12 demonstra a viabilidade de rotas elétricas de curta e média distância, abrindo caminho para substituir navios a diesel em rotas regionais.
A Candela já tem grandes pedidos e planeja expansão nos EUA, onde o tempo de viagem pode ser reduzido pela metade.
Assim, os “vessels voadores” elétricos tornam-se uma alternativa real ao transporte marítimo tradicional e um elemento chave na descarbonização da indústria.
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