Após o incêndio no Xiaomi SU7 Ultra, as portas ficaram trancadas devido a falhas nos travamentos elétricos, informa a investigação
Resumo do incidente e consequências
No meio de outubro do ano passado, na China, ocorreu um grave acidente de trânsito que terminou com a morte do motorista do carro esportivo elétrico Xiaomi SU7 Ultra. O veículo, acelerando até 203 km/h, colidiu com um obstáculo e acabou incendiando após bater em um amortecedor, onde a velocidade reduziu para 138 km/h. O motorista morreu nas chamas, e as tentativas de socorro dos testemunhas foram infrutíferas.
O que impediu a abertura das portas
1. Sistema de alimentação elétrica das fechaduras
O modelo Xiaomi SU7 Ultra não possui alavancas mecânicas externas para abrir as portas. A abertura só é possível através do display central ou de um botão interno, além de manípulos externos retráteis que servem apenas como elemento aerodinâmico.
2. Falha de energia
Durante o acidente, o sistema elétrico das fechaduras foi desligado. Sem eletricidade, as portas não puderam ser destravadas externamente – mesmo que fossem mecânicas, a falta de energia as impediria de funcionar.
3. Acesso ruim às alavancas internas
As “duplos” (alavancas auxiliares) ficam profundamente na moldura da porta e são inacessíveis ao vítima dentro do veículo, especialmente depois que o vidro foi quebrado.
Fatos-chave do acidente
IndicadorValorVelocidade inicial203 km/hVelocidade no impacto com amortecedor138 km/hImpacto adicional com outro veículo176 km/hEstado do motoristaAlcoolismoTempo entre o impacto e a primeira chama~5 minutos (três explosões)
Reação das autoridades e da indústria
- Novas exigências para portas
A partir de janeiro do próximo ano, todos os veículos vendidos na China deverão ter portas com alavancas que possam ser abertas confiavelmente tanto de dentro quanto de fora sem eletricidade. Esta regra se aplicará a novos modelos até 2029.
- Feedback dos entusiastas automotivos
Reguladores observaram a dependência excessiva de telas sensíveis ao toque para controlar funções do veículo e exigirão a manutenção de alguns elementos físicos de controle, especialmente aqueles críticos em situações de emergência.
Aspecto jurídico
O advogado dos parentes da vítima não nega o fato de seu alcoolismo, mas exige que o fabricante seja responsabilizado pelos defeitos no sistema de fechaduras das portas. Ele afirma que exatamente os defeitos técnicos impediram a salvaguarda da vida do motorista.
Conclusão:
O acidente envolvendo o Xiaomi SU7 Ultra foi um ponto de virada para a indústria automotiva chinesa: forçou uma revisão do design das portas e o reforço dos requisitos de abertura sem eletricidade, além de reduzir a dependência de interfaces digitais no controle de funções críticas do veículo.
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