A OpenAI acusa a empresa chinesa DeepSeek de usar dados ilegalmente para treinar o modelo R1

A OpenAI acusa a empresa chinesa DeepSeek de usar dados ilegalmente para treinar o modelo R1

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Breve sobre o conflito entre a OpenAI e a startup chinesa DeepSeek

O que aconteceu
1. Acusações da OpenAI

A OpenAI, em comunicado publicado pela Bloomberg, afirma que a startup chinesa DeepSeek utiliza o método de destilação para “transferir gratuitamente” tecnologias desenvolvidas por empresas americanas, incluindo o ChatGPT.

2. Relatório aos legisladores americanos

O documento contém uma análise detalhada de como a DeepSeek contorna os mecanismos de proteção existentes e obtém acesso aos dados dos modelos de IA americanos através de canais “circundantes”. O relatório é dirigido a um comitê especial do Congresso.

3. Por que isso importa

- A destilação acelera o treinamento de modelos terceiros sem necessidade de ter o código fonte.
- Os modelos resultantes costumam ficar desprovidos das restrições aplicadas aos sistemas originais e podem ser usados para fins nocivos.
- A DeepSeek não oferece assinaturas pagas, tornando suas soluções mais acessíveis ao público amplo na China (e até na Rússia) do que os equivalentes comerciais ocidentais.

4. Risco potencial da Nvidia H200

Os legisladores americanos estão preocupados com a possibilidade de a DeepSeek obter acesso aos aceleradores Nvidia H200 mais recentes depois que o presidente Trump autorizou as entregas à China. Isso poderia aumentar significativamente o poder tecnológico da startup chinesa e enfraquecer a posição dos EUA na arena global de IA.

5. Reação da indústria

A OpenAI e a Microsoft já iniciaram investigações sobre as atividades da DeepSeek no ano passado, mas ainda não conseguiram fechar completamente os “pontos de transição” através de intermediários que permitem à startup chinesa usar modelos americanos.

Conclusão
A OpenAI afirma que o concorrente chinês utiliza métodos de destilação para treinamento acelerado e acesso a dados protegidos. Isso ameaça não apenas os interesses comerciais dos EUA, mas também a segurança, pois os modelos obtidos podem contornar as restrições embutidas. Em resposta a essas ameaças, os legisladores americanos estão considerando fortalecer o controle sobre a exportação de equipamentos de alta tecnologia para a China.

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